O outro lado do regime militar brasileiro

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Se Bolsonaro for presidente vai voltar a ditadura.
 
iWasmachineXDD disse:
Se Bolsonaro for presidente vai voltar a ditadura.
Sim ele vai consegui com todo congresso contra ele amiguinho (y).

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jorge junior disse:
Na epoca existia mais "Ordem"
Sim fora que o crime era menor de 1984 até 2010 o crime alimentou em 12%.

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Retirado de: http://brasil.elpais.com/brasil/2014/12/08/opinion/1418042130_286849.html


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Quando escuto brasileiros fazendo manifestação pela volta da ditadura, penso que eles não podem saber o que estão dizendo. Quem sabe, não diz. Mas esse primeiro pensamento é uma mistura de arrogância e de ingenuidade. O mais provável é que uma parte significativa desses homens e mulheres que têm se manifestado nas ruas desde o final das eleições, orgulhosos de sua falta de pudor, peçam a volta dos militares ao poder exatamente porque sabem o que dizem. Mas talvez seja preciso manter não a arrogância, mas a ingenuidade de acreditar que não sabem, porque quem sabe não diria, não poderia dizer. Não seria capaz, não ousaria. É para estes, os que desconhecem o seu dizer, estes, que talvez nem existam, que amplio aqui a voz das crianças torturadas, de várias maneiras, pela ditadura.

Crianças. Torturadas. De várias maneiras.

Botavam meu pai no pau de arara e, para o fazerem falar, simulavam me torturar com uma corda. Eu tinha dois anos

Como Ernesto Carlos Dias do Nascimento. Ele tinha dois anos e três meses. Foi considerado terrorista, “Elemento Menor Subversivo”, banido do país por decreto presidencial. Foi preso em 18 de maio de 1970, em São Paulo, com sua mãe, Jovelina Tonello do Nascimento. O pai, Manoel Dias do Nascimento, militante da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR), organização comandada por Carlos Lamarca, havia sido preso horas antes. Ernesto é quem conta:

“Me levaram diversas vezes às sessões de tortura para ver meu pai preso no pau de arara. Para o fazerem falar, simulavam me torturar, com uma corda, na sala ao lado, separados apenas por um biombo”.

O menino de dois anos dizia: “Não pode bater no papai. Não pode”.

E batiam.

Libertado quase um mês depois, passou os primeiros anos com pavor de policiais de farda e grupos com mais de quatro pessoas. Entrava em pânico, escondia-se debaixo da cama ou dentro do armário, mordia quem se aproximava e urinava nas calças. Ernesto foi uma criança com pesadelos recorrentes. O mais comum era com um asno, uma corda e uma agulha. “O asno usava um boné militar, a agulha tinha olhos arregalados e uma risada aguda sarcástica e corria atrás de mim, eu apavorado tentava fugir. O asno me cercava, me dava coices ou chutava coisas sobre mim. A corda parecia boazinha, disfarçada de linha se estendia até mim, mas quando eu a segurava ela machucava minhas mãos e me deixava cair em um abismo.”

Ernesto é um dos 44 adultos torturados na infância – física e psicologicamente, mas também de outras maneiras – que contam sua história em um livro lançado em novembro pela Comissão da Verdade do Estado de São Paulo “Rubens Paiva”. Infância roubada – crianças atingidas pela Ditadura Militar no Brasil é a memória do inominável que precisa ser nomeado para que cada um deles possa viver, para que o crime de Estado não se repita. A maioria dos depoimentos foi registrada em audiências na Comissão da Verdade de São Paulo. Algumas pessoas, que não puderam comparecer ou não conseguiam falar sobre o assunto, foram entrevistadas depois.

O que dizer sobre crianças torturadas pelo Estado? E torturadas ontem, em parâmetros históricos, bem aqui? Os relatos desse livro são alheios aos adjetivos. São silêncios que falam. E soluçam. Como João Carlos Schmidt de Almeida Grabois, o Joca, antes mesmo de nascer. Ele estava na barriga da mãe, Crimeia, quando ela levou choques elétricos, foi espancada em diversas partes do corpo e agredida a socos no rosto. Enquanto ela era assim brutalizada, os agentes da repressão ameaçavam sequestrar seu bebê tão logo nascesse. Quando os carcereiros pegavam as chaves para abrir a porta da cela e levar Crimeia à sala de tortura, o bebê começou a soluçar dentro da barriga. Joca nasceu na prisão e, anos depois, já crescido, quando ouvia o barulho de chaves, voltava a soluçar. A marca da ditadura nele é um soluço.

Torturado por agentes da repressão ainda bebê, ele nunca se libertou do pavor. Suicidou-se aos 40 anos

Perto da hora do parto, em vez de levarem Crimeia para a enfermaria, a colocaram numa cela cheia de baratas. Como o líquido amniótico escorria pelas pernas, elas a atacavam em bandos. Isso durou quase um dia inteiro. Só no fim da tarde, com outros presos gritando junto com ela, a levaram para o hospital. O obstetra disse que, como não estava de plantão, só faria a cesariana no dia seguinte. Crimeia alertou que seu filho poderia morrer. O médico respondeu: “É melhor! Um comunista a menos”. O pai de Joca foi assassinado pelo regime militar meses depois de o menino nascer. A primeira vez que ele viu o rosto do pai foi aos 18 anos, numa foto nos arquivos do DOPS (Departamento de Ordem Política e Social) de São Paulo.

Carlos Alexandre Azevedo, o Cacá, não suportou a lembrança. Talvez porque ele nunca pôde transformá-la em memória. Era nele algo vivo e sem palavras, um silêncio que não conseguia se dizer. E um silêncio que não consegue se dizer é um pavor. Ele tinha um ano e oito meses quando sua casa foi invadida por policiais do DOPS/SP, em janeiro de 1974. Como começou a chorar, os policiais deram-lhe um soco na boca que de imediato sangrou. Passou mais de 15 horas em poder da repressão, nas mãos de funcionários do Estado, enquanto lá fora gente demais vivia suas vidas fingindo que nada acontecia. Seus pais ouviram relatos de que nesse período o menino, pouco mais que um bebê, teria levado choques elétricos. Cacá se matou aos 40 anos, em 2013. Seu pai diria: “Ele ficou apavorado. E esse pavor tomou conta dele. Entendo que a morte dele foi o limite da angústia”.

Testemunhei o assassinato do meu pai. Não posso nem quero esquecer, porque a única lembrança que tenho dele é a da sua morte
Já o seguinte relato envolve diretamente o Cdte. Carlos Alberto Brilhante Ustra, homenageado recentemente por um grande ídolo de boa parte aqui do fórum durante a votação do Impeachment na Câmara:


Citar
Adriano Diogo acabava de sair do banho quando seu apartamento, em São Paulo, foi invadido por militares com metralhadoras. Era março de 1973, auge de ditadura. Diogo só teve tempo de vestir uma cueca e assim foi levado pelos agentes. Encapuzado, o colocaram dentro de um carro e fizeram-no segurar nas mãos o que ele deduziu ser uma bomba. Chegando ao destino, atravessou um corredor polonês, onde apanhou de guardas enfileirados até chegar em alguém que começou a lhe bater com uma metralhadora: “Você é amigo do Minhoca [apelido de Alexandre Vanuchi, amigo de Diogo], acabei de mandar ele para a Vanguarda Popular celestial e é pra lá que vou te mandar também, seu filho da puta”, gritava seu algoz.

Aos 67 anos, Diogo se lembra de cada palavra que saiu da boca do comandante Carlos Alberto Brilhante Ustra. Até então, não sabia de quem havia apanhado, mas descobriria rapidamente. Quando Ustra o deixou, Diogo perguntou a outro guarda que estava por perto. “Onde é que eu tô?” “Aqui é a antessala do inferno”, avisou o agente, de modo sarcástico, antes de mandá-lo sentar numa cadeira de dragão. Nu, colocaram eletrodos nas suas genitálias, boca, ouvidos, e com choques elétricos ordenavam suas confissões para entregar companheiros.

Depois das torturas diárias que o aguardavam durante os meses que ficou na prisão, Diogo viria a concluir que Ustra era o líder demoníaco daquele inferno. O comandante, homenageado neste domingo por Jair Bolsonaro para dar o “sim” ao impeachment da presidenta Dilma, foi chefe de um centro de sequestro, tortura e morte na ditadura militar (1964-1985), conhecido oficialmente por DOI-CODI, que funcionou no bairro da Vila Mariana, em São Paulo.
Claro... Figuras santas e ilibadas, contra as quais é inconcebível que alguém se revolte.
Aliás, só quem já era "terrorista" antes do surgimento dessas figuras que seria capaz de se rebelar, pois são maniqueísticamente más, crueis, sanguinárias. Os atos dos agentes da Ditadura jamais seriam capazes de revoltar sequer uma mosca, tão bondosos e caridosos eram com a população.


E estamos aqui apenas defendendo o indefensável, pois tais rebeldes cometeram ainda a tenebrosidade de assassinar, a sangue frio, um desses magnânimos agentes em uma ação vil e fugaz.
Até porque Odebrecht, OAS, Camargo Correa e tantas outras empresas foram criadas no intuito exclusivo de patrocinar o golpe contra a direita por meio de corrupção do Estado, logo ao fim da Ditadura.


Pois é! Vamos devolver o país aos militares.
Definitivamente é a melhor solução!
 
rafael001577 disse:
https://pt.m.wikipedia.org/wiki/VAR-Palmares

Grupo terrorista a Petista,
Como ela vai fazer isso agora? Sabendo que os militares podem voltar com o regime.

Pequeno trecho:
Vanguarda Armada Revolucionária Palmares(VAR-Palmares) foi uma organização política brasileira de extrema esquerda, que atuou durante a ditadura militar brasileira (1964-1985) utilizando-se de tática de guerrilhaurbana, visando a derrubada do regime. Surgiu em julho de 1969, como resultado da fusão do Comando de Libertação Nacional(COLINA) com a Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) de Carlos Lamarca. Seu nome era uma homenagem ao maiorquilombo da história da escravidão.

Sua primeira direção foi composta por Carlos Lamarca, Cláudio Ribeiro, Juares Guimarães de Brito, Maria do Carmo Brito, Antonio Roberto Espinosa, Carlos Alberto Soares de Freitas e Carlos Franklin Paixão de Araújo (ex-marido da presidente Dilma Rousseff e pai de sua filha Paula).[1] [2]

Outro ótimo artigo
http://www.midiasemmascara.org/artigos/terrorismo/15143-2014-04-23-19-25-20.html

Ex candidato a presidência da república Eduardo também assume que era terrorista
https://youtu.be/vkRxPRe3MTY

Você não sabe nem o básico cara? Paro meu debate com você por aqui.

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Não sei o básico ? kkkk será mesmo ? É que eu nunca vi um ser tão maluco a querer voltar a ditadura militar brasileira, e dizer que todos que estão no poder é terrorista, não que eu negue, mas eu vou ficar pesquisando isso ? Vai mudar o que ? Eu vou lá botar o Impeachment ?


Ainda bem que parou por que eu estou repetindo as mesmas coisas, e para mim o que você disse só de inicio no tópico, é de outro mundo.

Você não disse, mas parece dizer, que quer voltar a ditadura brasileira ...

Coisas que bastante de nossos pais, batalharam para sair, como eu estava debatendo com o [member=Xeretinha] outro dia sobre ''a sociedade pensante de hoje em dia'', como as cabeças das pessoas do século 21 é ridícula, não sabem pensar...
Xeretinha disse:
Pois é! Vamos devolver o país aos militares.
Definitivamente é a melhor solução!
Claro que é, rsrsrs...
Acho que você usou o famoso ''Sarcasmo'', por que eu acho que você tem uma mente para perceber que a Ditadura é algo extremamente horrível.
 
iLuanGamer disse:
Nesta época, o mundo era menos poluente, era mais natureza... não tinha muito cuidado como tem que ter nos dias de hoje...
Exatamente

Militares nem sabiam o que era aquecimento global, o cara vem falar que os militarem causaram prejuízos :/


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rafael001577 disse:
Nesta época, o mundo era menos poluente, era mais natureza... não tinha muito cuidado como tem que ter nos dias de hoje...
Exatamente

Militares nem sabiam o que era aquecimento global, o cara vem falar que os militarem causaram prejuízos :/


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Quem está trazendo o assunto de aquecimento global em específico aqui são vocês... Impactos ambientais vão muito além de "apenas" isso, e já é um tema estudado desde o final da Segunda Guerra.
Aliás, o Ambientalismo Moderno em si sugiu ainda no Séc. XVIII, e não se resume a "vamos proteger os golfinhos". Há muito interesse capital por trás, até porque muito do que consumimos hoje - de alimentos à remédios - vêm ou foi descoberto diretamente no meio ambiente. Então imaginem o prejuízo acarretado ao se destruir as possibilidades existentes junto com todo um bioma ambiental como ocorreu no caso de Itaipú e outras hidrelétricas?

E mesmo que se deixe de lado este aspecto, e o prejuízo sócio-econômico dos próprios (então) moradores da região afetada? Tendo que mudarem de onde vivem, muitas vezes contando com uma indenização irrizória que sequer podiam contestar diante da consequência de serem presos por "terrorismo"?
Sim... Pois, não sendo um governo democrático, os militares tinham plenos poderes de prender quem bem entendessem enquadrando o cidadão na simples justificativa de "ser terrorista". Quem iria provar? Ou melhor: quem teria coragem de contestar?

Ainda mais diante da expectativa de um futuro onde as gerações que não viveram aquela realidade não hesitam um segundo em aceitar tais justificativas e correm condenar os acusados?
 
Foi um bom tempo, não passei por esse momento, porém a todas as pessoas mais velhas q pergunnto dizem q foi ótimo.

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