Na Nova Zelândia, existe uma ilha chamada Te Waipounamu, ou Ilha do Sul, uma das duas maiores ilhas que formam o território neozelandês, que se encontra sobre uma das falhas geológicas mais ativas do mundo, responsável por incontáveis terremotos, alguns deles devastadores.
Chamada Falha Alpina, ela atravessa toda a extensão do território da ilha e marca o limite entre a placa indo-australiana e a do Pacífico, duas enormes placas tectônicas que “deslizam” lado a lado. No entanto, a cada 330 anos, em média, essa falha provoca terremotos que podem ultrapassar 8 graus de magnitude, e o último deles aconteceu em 1717, ou seja, há 297 anos. Isso significa que existe uma chance de 28% de que um grande sismo ocorra nos próximos 50 anos.
Com o objetivo de tentar obter sinais de alerta antes que um grande terremoto sacuda a ilha, uma equipe internacional de pesquisadores decidiu perfurar a falha para descobrir o que tem lá em baixo. O furo em questão terá 1,3 quilômetros de profundidade e 10 centímetros de diâmetro, e através dele os cientistas vão utilizar uma série de equipamentos.
A intenção é a de chegar até ao local onde as duas placas se encontram, e fazer medições de pressão e temperatura, coletar amostras de rochas e capturar imagens e sons da atividade da falha, tudo isso antes que ela libere o já esperado terremoto. A perfuração será realizada próximo a Whataroa, uma cidadezinha localizada ao norte do Glaciar Franz Josef, e a estimativa é de que os pesquisadores levem 2 meses para completá-lo.
A Falha Alpina foi escolhida graças ao seu tamanho, alto ritmo de movimento, acessibilidade e grande atividade sísmica.
Supostamente, se essa experiência der certo, pesquisadores de todo o mundo começarão a praticar esse novo modo de estudar as placas tectônicas, em diferentes lugares do planeta.
E ai? Você acha que essa experiência vai dar certo?